Ensaio sobre o Amor

Desde dos primórdios dos tempos, que o amor existe. Foi por amor que Adão tocou no Fruto Proibido e foi banido do Reino dos Céus. Foi por amar Eva, que perdeu o direito a estar no Jardim de Éden. Foi também por amor, que a mítica cidade de Tróia, outrora grandiosa, foi sitiada pela maior aliança mediterrânica jamais vista, e depois destruída.

O amor é o tema central das nossas vidas. Está presente em todo o lado. Rodeia-nos. Encontramo-lo no ar que respiramos, na água que bebemos, nos aromas que sentimos, na luz que vemos, e em tudo em que tocámos. A vida do Homem é definida por este sentimento, por uma busca incessante. O amor é o santo graal que todos procuramos, mas nem todos encontramos.

Mas afinal, o que é isso do amor!? Será um botão de rosa? Algo que pode nunca vir a desabrochar, ou algo que tornar-se-á muito belo e único? E, como uma palavra tão pequena, consegue ser tão poderosa? Por muito que eu quisesse explicar o amor, é impossível porque só o entende quem o vive ou quem o sente. O amor é o que o homem sente pela mulher e que lhe atormenta a mente e o corpo em maior ou menor extensão; conduz muitos a um impasse, a um escândalo ou a uma tragédia; mais raramente, ilumina a vida e faz o coração dilatar-se e transbordar de felicidade. Mas também Há quem diga que o amor foi uma conspiração engendrada pelos homens contras as mulheres, para lhes encher as cabeças de sonhos tontos e impossíveis.

Antes de prosseguir, acho de extrema importância, desmistificar o verbo gostar, no contexto do amor, que é tantas vezes usado para exprimir um sentimento entre duas pessoas, mas como dizia um professor meu: “As pessoas não se gostam. Amam-se ou odeiam-se.” É também importante lutar contra a banalização do amor e lutar para o fim da comercialização deste sentimento. Não será o Dia dos Namorados, uma tentativa desesperada de comprar o amor!?

Existem vários tipos de amor, entre quais o amor platónico, o amor ódio, o amor amizade, o amor paixão e finalmente o amor romântico. Vou tentar explica-los, mas como é obvio a minha interpretação poderá não ser aceite por todos, porque somos todos únicos e sentimos de forma diferente.

O amor platónico é triste, vivido a sentido único, porque infelizmente não é correspondido. E neste jogo do “amo-te e tu amas-me?”, não só as mulheres, mas também os homens sonham acordados. Tanto que por vezes têm medo de acordar e confrontarem-se com a triste realidade do amor solidão. No entanto, e formos mesmo ao cerne da questão, este amor, quando não é demasiado obsessivo, pode ser sublime. Isto é, damos tudo o que temos, mesmo sabendo que nunca seremos correspondidos. Esse gesto de amor torna-se quase heróico.

O amor ódio é sentimento muito complexo. É a ténue fronteira entre o amor e o ódio, a passagem do amor para o ódio e vice-versa. Estes sentimentos tão opostos são na realidade muito similares. O ódio é muitas vezes um amor odiável, ou seja, um sentimento tão forte e tão vincado que não podemos ignorá-lo. E se não podemos amar, então odiamos.

O amor amizade é que mais comummente sentimos. A amizade é simplesmente o amor entre dois amigos. A verdadeira amizade é intemporal. Podemos estar afastados dos amigos há muito tempo, mas quando nos reencontrámos, é como se nunca nos tínhamos afastado.

Na paixão o envolvimento emocional é muito forte e é o primeiro passo para o verdadeiro amor. É também neste rodopio sentimental que conquistamos, que nos rebelamos contra nós próprios e mostrámos o nosso lado mais apaixonado. O amor paixão é poético e com traços de romantismo. Somos capazes de escrever coisas lindíssimas, coisas que por outras alturas, a razão não deixaria transparecer. “Contigo senti-me poderoso e fraco ao mesmo tempo. Como se tivesse atingido o inatingível. Mas sabes, as flores murcham, as folhas caem, e há estrelas que deixam de brilhar. Cada começo tem um fim. Mas o que senti, sinto e sentirei por ti, nunca se apagará. Amar-te-ei para além da morte.” Mesmo assim e pessoalmente não acredito na durabilidade do amor paixão. Esta linda fase, Este sentimento é fugaz e o verdadeiro amor não é efémero, é eterno.

O amor romântico é aquele em que todos sonhamos. É o verdadeiro amor em todo o seu esplendor. Quando amamos e somos amados, atinge-se o inatingível, somos fracos e poderosos ao mesmo tempo. Ele tem o poder incrível de mover montanhas. Os únicos momentos verdadeiramente importantes são quando estamos com quem amamos.

Por isso, amam muito e sejam muito amados.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s