Bonito!? Não!?

Como ando numa de muito romântico, não preocupem que isto passa, (acho eu! Espero eu!), vou vos presentear com um excerto da minha obra-prima (e única). Para contextualizar o texto: o protagonista perdeu a amada de forma trágica, e está agora no funeral. Sempre que leio isto tenho vontade de chorar. E digo para mim mesmo, fui que escrevi isto? Estava mesmo inspirado.  

“O dia do funeral é das piores recordações que tenho. Todos choravam, os familiares, os amigos, os colegas de curso. A Rita e a Elisabeth estavam inconsoláveis. Quase não falei nesse dia, e estava segundo me contaram, com um brilho estranho, ardia o fogo da vingança no meu olhar. Ainda me lembro do cheiro das flores e do bilhete que deixei na sua última morada. O bilhete dizia:

“Contigo sentia-me poderoso e fraco ao mesmo tempo. Era como se tivesse atingido o inatingível. Mas sabes, as flores murcham, as folhas caem, e há estrelas que deixam de brilhar. Cada começo tem um fim. Mas o que senti, sinto e sentirei por ti, nunca se apagará. Amar-te-ei para além da morte.”

Nesse dia percebi que a vida não era nem branca nem preta, mas sim tristemente cinzenta. A nossa existência resume-se à vida ou à morte. E ao caminho que percorremos de um lado ao outro. Nunca mais fui visitá-la, tê-la tão perto mas ao mesmo tempo tão longe seria doloroso demais.”

In Jack, Marco P.Faustino  

1 comment so far

  1. Naiara on

    Bonito?
    Sim!
    Não sei como “funciona” sua maneira de escrever, em que temas costuma tabalhar, mas parabens pelo texto. Assumo que fui tocada pelas palavras, morte é sempre um assunto que toca, e quando bem trabalhado tem otimo efeito.
    pasem bem.
    t+


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